20 de março de 2010

O SANTO CUPIDO


COMÉDIA DE COSTUMES ESTÁ DE VOLTA!



Uma pequena cidade no interior de São Paulo, em plena década de 1930, é palco dos medos e inquietações que despertam os mais intensos sentidos revolucionários de uma sociedade individualista e ambiciosa, onde os interesses pessoais, a aparência e o lucro parecem estar acima de qualquer significado espiritual.


O estopim desses conflitos é a chegada de um padre e de um seminarista. O santo cupido desperta desejo nos jovens da sociedade cafeicultora. Revoltas e muitas descobertas transformarão a vida daquelas famílias.


Elenco: André Homs, Cax Nofre, Cristiano Dramasi, Dani Abelin, Gabriela Portieri, Paulo Moraes, Rafael Hernandes e Ricardo D' amaro.

Texto: Paulo Moraes
Direção: Maithê Alves

Comédia, 80 min.
14 anos.

Teatro Bella
Rua Rui Barbosa, 399B. Bela Vista.
Sábados: 20:00
Domingos: 18:00
Inteira: R$20,00; Meia para estudantes, idosos e profissionais da área(R$10,00)
Tel. p/ reservas: 9402-8673/ 3283-2780(teatro)




Mergulhe.
Rafa Hernandes

5 de março de 2010

A menina no país das maravilhas.

Há tempos penso em escrever sobre os filmes que vejo e minhas impressões. O empurrão veio com "A menina no país das maravilhas"(Phoebe in wonderland), uma inspiração.
Com direção sensível de Daniel Barnz(The Cutting Room), o filme retrata o dia-a-dia de uma menina presa dentro de seu próprio mundo regrado, e sua nova obsessão: Alice no pais das maravilhas.
O longa, apesar de ter passado por aqui sem nenhum estardalhaço acerta em quase tudo, e impressiona pela qualidade. Um filme feito de atores.
Liderado pela brilhante Elle Fanning(sim, é irmã da Dakota), com uma atuação extremamente madura para alguem de sua idade(ela tinha apenas 9 anos quando filmou) o time segue com tipos interessantes que fluem de maneira bastante transparente. Os pais da menina de imaginação fértil passam por uma grande pressão tentando entender e reverter o processo de mutação da jovem, e tal sofrimento é bem representado por Felicity Huffman(indicada ao oscar por "Transamerica") aqui, no papel da mãe que se culpa pelas dificuldades de suas filhas. Bill Pullman(estava sumido) faz a vez do pai, que diante do resto do elenco passa meio batido mas não decepciona. A obsessão de Phoebe por Alice tem inicio na escola, onde o musical será encenado e a nova professora de artes dramaticas, um tipo bizarro e estereotipado- que passa a ser interessante, devido a atuação hipnotizante de Patricia Clarkson(indicada ao oscar por "Do jeito que ela é")- abre inscrições para o teste de elenco.
Apesar da temática forte o longa se desenrola de maneira leve e sem grandes pretenções ou levantamento de bandeiras.
Elle Fanning como eu disse é brilhante e como quase que sem querer rouba todas a cenas em que participa, seja calada ou desenvolvendo um diálogo de questionamento adulto pelo prisma de uma criança. Prova disso é a cena em que conversa à beira do muro com seu colega da peça(Ian Coletti, carismático) após o primeiro ensaio, instigante. E a comovente passagem em que pede pela mãe no meio da noite, a veracidade do seu sofrimento é tamanha que causa arrepios naqueles que ousam mergulhar na estória.
Mas como nem tudo é maravilhas, o filme faz um paralelo entre a realidade e as fantasias da aspirante a atriz, os devaneios parecem não funcionar para os espectadores tão bem como funcionam para a protagonista, apesar de necessários em alguns momentos, em outros não "colam" e se tornam sobressalentes.
Indicado ao grande prêmio do juri no festival de Sundance a fita encanta e mostra uma perspectiva interessante sobre a vida.
"Ouse transformar a realidade em sonho"

Mergulhe.
Rafa Hernandes.

Trailer: